Fire-(5)Em recente evento no SEBRAE, em que a organização divulgou a notícia de um centro em Minas para educação empreendedora, expos-se um panorama novo de pensamento empreendedor: a separação de pensamento empreendedor de empreendimento.

É um paradigma a se quebrar que muito interessa a todos nesse cenário aparentemente nefasto que o Brasil vive. Alguns fatos muito interessantes para todos nós pensarmos:

Cenário de incertezas

Em um estudo de Harvard, constatou-se que os cenários mais produtivos são cenários de incerteza. Temos um belo exemplo disso: no final dos anos 70 surgiu na Califórnia um centro de tecnologia conhecido por todos. Se você perguntasse a qualquer veterano de mercado sobre investir em computadores, a imensa maioria aconselharia a não investir. Sempre queremos ter certezas e garantias, mas são os cenários mais nefastos que proporcionam as maiores oportunidades. Como o que vivemos.

Empregar-se ou abrir sua própria empresa

O clássico exemplo do bancário que cozinha muito bem e é aconselhado a abrir um restaurante é ótimo. Se livrar de horários rígidos, horas extras, regras. Pois pode ser exatamente nessa armadilha que o ótimo cozinheiro cairá. Ele deseja cozinhar ou administrar um restaurante? Lidar com fornecedores, empregar, demitir e administrar pessoas. Cuidar da divulgação, do marketing, site, mídia. Quebre este paradigma! Empreender pode ser se empregar e levar uma visão totalmente nova a um negócio já existente.

Começar com o pé direito

Mais um lindo paradigma a ser quebrado: a imensa maioria das empresas surgiu com pouco dinheiro, geralmente de pais ou amigos, pouca organização, pouquíssima experiência, pesquisa de mercado informal. Então, amigo, arregace as mangas e comece a trabalhar a sua ideia, do seu jeito. A eficiência, o dinheiro e tudo mais virá com a maturidade.

Empreender é criar uma ponte. É apoderar-se de uma oportunidade, solucionar problemas ou criar novos comportamentos. O empreendedorismo social pratica isso já há bastante tempo. Veja o exemplo do maior banqueiro do Bangladesh. Ele, após o sucesso como profissional, decidiu entregar algo especial para sua terra. Escolheu uma comunidade e estudou o pior problema que ela tinha: agiotas. Quase toda a violência vinha de cobrança de dívidas, de juros extorsivos e abuso de pessoas carentes. Ele resolveu emprestar dinheiro àquelas pessoas. Foi aos bancos do país pedir linhas de micro-crédito e recebeu apenas nãos. Resolveu então usar as próprias economias, iniciou uma organização contando com a sabedoria: as pessoas pobres pagam fielmente suas dívidas. Resultado: este tipo de crime acabou e hoje a instituição é uma das mais atuantes socialmente e saudáveis financeiramente do país.

Olhe ao seu redor, certamente há muitas oportunidades, muitos serviços e produtos que as pessoas adorariam pagar por eles. Que tornaria a vida deles melhor em certo aspecto. Pense nisso e fique à vontade para comentar.